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Baas banking as a service

Banking as a Service: o que é e quais as vantagens para o seu negócio?

Com a digitalização dos serviços financeiros, as possibilidades se ampliaram: tanto para consumidores, quanto para empresas. Essas, ao aderirem ao Banking as a Service, não apenas oferecem benefícios aos clientes, como também se beneficiam. Entenda o porquê e saiba mais sobre a prática, que pode fazer parte do seu negócio.

Foi-se o tempo quando serviços financeiros eram diretamente associados à palavra: “burocracia”. As fintechs são um grande exemplo de que não existe mais a necessidade de depender de bancos tradicionais para guardar dinheiro, realizar pagamentos, transações e até mesmo pedir empréstimos. O leque aumentou para nós como clientes: escolhemos os serviços que mais se adequam às nossas necessidades.

Mas, não é só a pessoa física que se beneficia com isso. As próprias instituições que oferecem serviços financeiros encontram nesse setor um lugar promissor para fazer negócios e prosperar. A questão é que agora, toda empresa pode implantar esses serviços, através de uma prática chamada “Banking as a Service”, que faz os dois lados saírem ganhando. 

O que é o Banking as a Service?

Não tem muito mistério, pois o nome “Banking as a Service” já traz uma ideia do que a prática significa. Banking, afinal, é um termo que se refere a serviços financeiros de forma ampla. Eles agora podem fazer parte do catálogo de serviços de qualquer empresa, mesmo aquelas que não fazem parte deste mercado. Ao optar pelo Banking as a Service, a marca se posiciona também como uma instituição financeira, oferecendo serviços que um banco digital teria, por exemplo. 

Através de uma API – uma interface de programação de um aplicativo – a empresa pode propor serviços financeiros personalizados, pensados especialmente para o perfil dos seus clientes. Entre os recursos mais clássicos, podemos citar a criação de contas digitais, a oferta de cartões de crédito e de débito e a realização de pagamentos e transferências. Tudo isso sem a necessidade dos processos burocráticos de regulamentação que tanto as empresas, quanto os clientes normalmente passariam com instituições financeiras tradicionais.

Como o Banking as a Service funciona?

São as APIs a principal ferramenta que possibilita a prática do Banking as a Service em qualquer empresa que esteja interessada em integrar esses serviços. Isso porque são elas que fazem a comunicação entre o desenvolvedor responsável pelos serviços financeiros em si e a empresa que os oferecerá aos seus clientes.

Ou seja: o seu negócio pode fazer Banking as a Service tendo uma fintech, por exemplo, como responsável pela parte financeira dos serviços. Mas é a API o canal que irá integrar as duas partes e possibilitar o uso das funcionalidades da ferramenta pelos clientes. Dessa forma, sua empresa confia esses serviços a parceiros especializados na área, sem precisar desenvolver essa expertise e dispensando uma licença bancária própria.

Quais vantagens o Banking as a Service pode trazer para sua empresa?

Além de integrar serviços que não seriam oferecidos sem a ajuda da tecnologia, ampliando possibilidades aos clientes e facilitando a relação financeira entre as partes, o Banking as a Service é uma caminho de aproximação, fidelização e compreensão do perfil dos consumidores. Isso pode trazer insights inestimáveis para a empresa, os quais poderão fazer toda a diferença no seu planejamento estratégico e posicionamento de mercado. 

Algumas das vantagens que levam a isso, são:

Oferecer serviços personalizados

Você percebe que seria interessante oferecer um cartão de crédito com vantagens para seus clientes? Ou, acha que uma conta digital com bons recursos para fazer transações iriam incentivar a compra? Independentemente da sua intenção, o Banking as a Service permite oferecer os serviços que potencialmente combinam com o perfil dos seus consumidores. Propor isso é gerar interesse.

Atrair clientes e mantê-los por perto

Disponibilizar serviços financeiros exclusivos e personalizados é uma isca a ser fisgada. Quando isso acontece, a relação entre a empresa e o cliente vai para outro nível de prioridade e confiança. Com boas condições e, principalmente, com um bom relacionamento, os clientes continuarão optando pelos seus serviços e nutrindo uma proximidade benéfica para ambos os lados.

Melhorar a experiência financeira dos clientes

Assim, mais do que propor vantagens de empresa para cliente, o Banking as a Service também facilita, como um todo, a vida financeira do consumidor. Seu negócio pode fazer parte dessa transformação positiva, facilitando a realização de transferências, a gestão do dinheiro e muito mais. Essa é uma forma de agregar valor para a sua marca.

Diminuir custos e ter uma nova fonte de receita

E claro, aderir a essa prática também significa reduzir custos: tanto para a empresa, que não precisará montar um time próprio para isso, quanto para o cliente, que desfrutará de serviços financeiros mais baratos do que os tradicionais. Graças às APIs, investimento com desenvolvimento, infraestrutura e funcionários não são necessários, o que possibilita custos mais baixos para os correntistas.

Por consequência, o Banking as a Service também se mostra como uma boa fonte de receita, pois ajuda a aumentar o seu faturamento: seja pelo uso propriamente dito dos serviços, quanto pelo potencial aumento em vendas, graças às novas facilidades oferecidas.

Tenho interesse em aderir ao Banking as a Service. O que faço?

A CashWay oferece uma solução completa e inovadora Banking as a Service. Permite a abertura de contas, emissão de boletos, integração nativa com o PIX e todo o compliance necessário, estando em conformidade com as normas do Banco Central. Além de estar totalmente adequada às novas regras do Open Banking. Solicite já uma demonstração da nossa plataforma – feita sob medida para a sua corporação.

USER EXPERIENCE FINTECH

Experiência do usuário (UX) como ponto de partida para o sucesso da sua fintech

Se por um lado os serviços digitais oferecem praticidade e encurtam o caminho entre marcas e clientes, por outro ainda podem causar uma sensação de desconfiança e distância entre os mais receosos. Uma fintech de sucesso é aquela que transmite confiança, sendo ela fruto de uma experiência do usuário acolhedora, intuitiva e eficiente.

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É um caminho sem volta. A digitalização de serviços financeiros se tornou um destino inevitável. Nos últimos anos, o meio digital se consolidou como o lugar mais prático e desburocratizado para fazer negócios, oferecer produtos e estreitar relações. As fintechs, afinal, representam exatamente isso. Através da tecnologia, descomplicam a gestão financeira dos seus clientes e demandam menos custos. Diferentemente de bancos tradicionais, têm a plataforma online como centro: do produto financeiro, à comunicação, tudo se faz por esse único canal.

Pensando nisso, é fácil perceber o quão importante a plataforma é para uma fintech. A maneira como se dá o contato por ela é um fator determinante para a retenção de clientes. É através da plataforma que se transmite a confiança necessária para convencer até mesmo aquelas pessoas mais resistentes à digitalização, que tem certo pé atrás para experimentar serviços digitais, mas que acabam cedendo às facilidades que apenas a tecnologia pode proporcionar. 

Então você se pergunta: como fazer uma pessoa confiar na minha marca pura e simplesmente através de um aplicativo? É aí que entra um conceito fundamental que dá a prioridade necessária para isso acontecer: a experiência do usuário (UX, do inglês “user experience”). Ela é uma preocupação central para que sua fintech seja mais do que um serviço eficiente, mas também, uma empresa que desenvolve e fortalece o relacionamento com seus clientes. 

Como a experiência do usuário faz a diferença

Como uma fintech, é preciso compreender que a experiência do usuário é algo que se dá do início ao fim do seu serviço. Uma plataforma visualmente agradável e fácil de usar é a base, mas há muito mais do que isso para desenvolver. É preciso compreender a mentalidade dos clientes. Quais são suas necessidades? Os serviços que mais utilizam? Quais praticidades podemos oferecer que fariam a diferença na usabilidade da aplicação?

Uma interface adequada aos desejos e necessidades dos clientes é o que determina tanto a decisão por utilizar esse serviço, quanto a vontade de continuar usando ele. Por isso, pense na experiência do usuário como algo que fará a diferença nestas duas etapas:

  • A primeira impressão é o que faz decidir

Não esqueça: consumidores julgam o livro pela capa. Quando se trata de um aplicativo, a estética conta. Ela, aliás, está diretamente associada à organização dos elementos da plataforma, algo primordial para deixá-la intuitiva. Tratar o design como um dos principais pontos para a operação da sua fintech é reconhecer ele como uma forte ferramenta. É como se o design fizesse os usuários se sentirem bem atendidos em um primeiro contato com o serviço.

A opinião de especialistas, como Karen Sumie, design manager da FutureBrand, é clara: o design não deve ser tratado como uma preocupação exclusiva dos profissionais da área. Se você é gestor, procure se envolver no processo. Afinal de contas, você conhece seu negócio como ninguém. Você pode fazer a diferença no desenvolvimento da sua plataforma.

  • O relacionamento é o que faz manter por perto

Por falar em atendimento, quando pensamos nele no contexto de fintechs, temos o desafio: que mecanismos utilizamos para estreitar a relação com clientes através dos canais online? Dos textos utilizados na interface, aos canais de suporte, é importante transmitir acolhimento. Passar a sensação de que sua marca entende seus clientes. Transmitir seus princípios, suas preocupações. É assim que se estabelece uma relação de confiança entre o usuário final e o produto. 

O cliente sempre teve o desejo de se sentir acolhido pela marca que escolheu, como ressalta a Forbes. Isso não muda. Mesmo com a digitalização, a experiência do cliente ainda move a competitividade de 89% das empresas, como mostra um estudo apresentado na revista. Isso quer dizer que, enquanto a tecnologia continua evoluindo, cabe a você compreender como manter o sentimento de proximidade que seus clientes terão com o seu serviço digital. Por isso a importância de optar por uma plataforma que transmita confiança.

“Tanto no mundo real quanto no digital, o cliente decide com base em sua primeira impressão e normalmente conta com a confiança e a integridade percebida no relacionamento. Projetar UX para FinTech trata dessas interações e relacionamentos, construídos em confiança entre o usuário final e o produto.” (CORDEIRO; WEEVERS apud CHISHTI; BARBERIS, 2016, pg.34)  

Uma boa experiência para o usuário é prioridade para nós 

Em 2020, a CashWay intensificou o investimento na área de produto com o objetivo de melhorar a confiança em nossos produtos e, consequentemente, a satisfação durante o seu uso. Desde lá, passamos a ter mais contato com as pessoas que utilizam nossos serviços: tanto usuários finais, quanto nossas empresas clientes, a fim de compreender os problemas que precisariam ser resolvidos. Buscamos entender para quem o problema deveria ser resolvido e como faríamos isso.  

  • O primeiro produto que passou por reformulação foi o Mobile Banking (aplicativo). Foram feitas pesquisas com usuários e clientes para compreender onde estavam os erros do app e as maiores dificuldades de uso. Com isso, foram reunidas sugestões de melhorias, correções de erros e inclusão de novos recursos.  
  • Atualmente, estamos no processo de implementação do novo Internet Banking. Assim como o Mobile Banking, ele também passou por uma série de estudos e pesquisas para que pudéssemos entregar uma boa experiência e maior confiabilidade no uso da plataforma da sua fintech.

Coloque seus clientes no centro com a CashWay

Com a digitalização dos serviços financeiros e o sucesso cada vez maior das fintechs entre os consumidores, é preciso ter consciência: esse é um público bastante antenado às tecnologias e apegado às suas necessidades. Ganham as empresas que conseguem acompanhar as mudanças e atender os desejos dos usuários com rapidez e soluções de qualidade.

A CashWay está sempre atenta ao que os players do mercado vêm entregando. Dessa forma, podemos fornecer um produto compatível às expectativas dos consumidores. Nosso trabalho não para: estamos continuamente testando novas ferramentas, desenvolvendo melhorias e gerando valor com foco em nossos clientes e usuários. 

Open Banking: 5 motivos para aproveitar esta oportunidade

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Seguindo o nosso compromisso de descomplicar os temas, aproveitamos para organizar alguns motivos para participar do Open Banking neste momento, boa leitura.

Organizamos esse “top” 5 motivos para entrar no Open Banking:

  1. Participar do ecossistema Open Banking de inovação, sem o compromisso de grandes desembolsos financeiros, ou seja, garantir um modo mais eficiente de entregar produtos e serviços financeiros.
  • Conceder ao seu cliente uma experiência mais agradável com base no perfil de cada um deles no mercado financeiro.
  • Outros mercados estão com iniciativas semelhantes como o Open Insurance, que deve fomentar uma maior eficiência no mercado de seguros, logo a convergência do Open Banking, PIX e Open Insurance trazem uma grande quantidade de oportunidade de negócios.
  • Participar desta camada de forma nativa preserva a eficiência do processo sem custos exorbitantes de atravessadores.
  • Reciprocidade! Os participantes que de alguma forma consultam dados de clientes são obrigados a também compartilhar os dados de seus clientes, esse fato deixa o mercado mais competitivo, ao mesmo tempo que permite uma certa igualdade entre os participantes.

A CashWay possui uma solução nativa para o Open Banking, 100% integrada com todas as nossas demais soluções, sem a necessidade de contratações adicionais ou grandes investimentos além de estar completamente adequada as normas da LGPD.

Fale com nosso time agora mesmo.

Introdução ao Open Banking

open banking
Imagem: https://openbankingbrasil.org.br/

A partir de hoje vamos lançar uma série de artigos sobre o tema Open Banking, abordando temas diversos como tecnologia, usabilidade, impacto social etc.

O tema Open Banking vem sendo amplamente discutido em diversos fóruns da comunidade de tecnologia aberta, dentro e fora do país.

Diversos países iniciaram a implantação do modelo de Open Banking e o Brasil não ficou de fora deste movimento, criando grupos técnicos de trabalho para estudar e implementar o modelo.

Mas o objetivo deste movimento é fomentar o desenvolvimento de novas oportunidades no mercado através de uma maior transparência de dados e facilidade de acesso aos mesmos.

O que se busca é uma sinergia ente um meio de pagamentos mais dinâmico (PIX), uma proteção regulatória mais técnica (LGPD) e uma camada de APIs padronizada que facilite o desenvolvimento de novas soluções.

A implantação do modelo Open Banking já começou, as fases foram divulgadas pelo Banco Central do Brasil assim como a lista de participantes.

O calendário do Open Banking respeita as seguintes datas:

#Data de inícioAtividades Relacionadas
101/02/2021O Open Banking começa com as instituições participantes disponibilizando ao público informações padronizadas sobre os seus canais de atendimento e as características de produtos e serviços bancários tradicionais que oferecem. Nessa fase, não será compartilhado nenhum dado de cliente.   Com isso, podem surgir soluções que comparam diferentes ofertas de produtos e serviços financeiros, auxiliando as pessoas a escolherem a opção mais adequada ao seu perfil e necessidades. Entre as possíveis soluções que podem surgir estão os comparadores de tarifas bancárias, de tipos de contas e de cartões de crédito.
213/08/2021A partir dessa fase, os clientes, se quiserem, poderão solicitar o compartilhamento entre instituições participantes de seus dados cadastrais, de informações sobre transações em suas contas, cartão de crédito e produtos de crédito contratados. É preciso reforçar que o compartilhamento ocorre apenas se a pessoa autorizar, sempre para finalidades determinadas e por um prazo específico. E será possível para o cliente cancelar essa autorização a qualquer momento em qualquer das instituições envolvidas no compartilhamento.   Como principal benefício, será possível aos clientes receber ofertas de produtos e serviços mais adequados ao seu perfil, a custos mais acessíveis e de forma mais ágil e segura. Também poderão surgir soluções mais personalizadas de gestão e de aconselhamento sobre finanças pessoais, por exemplo. O ecossistema financeiro como um todo também ganha com mais inovação, maior competitividade e com a racionalização de processos.
330/08/2021Nessa fase, surge a possibilidade de compartilhamento dos serviços de iniciação de transações de pagamento e de encaminhamento de proposta de operação de crédito.   Isso abre caminho para o surgimento de novas soluções e ambientes para a realização de pagamentos e para a recepção de propostas de operações de crédito, possibilitando o acesso a serviços financeiros de forma mais fácil, célere e por meio de canais mais convenientes para o cliente, preservando a segurança do processo. Vale lembrar que também nesses casos o compartilhamento só acontece com a autorização prévia e específica do cliente.
415/12/2021Dados sobre outros serviços financeiros passam a fazer parte do escopo do Open Banking. Os clientes – sempre que quiserem e autorizarem – poderão compartilhar suas informações de operações de câmbio, investimentos, seguros, previdência complementar aberta e contas-salário, bem como acessar informações sobre as características dos produtos e serviços com essa natureza disponíveis para contratação no mercado.   Assim, amplia-se ainda mais a possibilidade de surgimento de novas soluções para a oferta e a contração de produtos e serviços financeiros, mais integrados, personalizados e acessíveis, sempre com o consumidor no centro das decisões.

A CashWay desenvolveu uma camada de APIs certificada para operação no Open Banking com integração nativa para o legado da instituição financeira, isso significa que você não terá nenhuma integração adicional para participar dessa novidade.

Para obter mais informações, entre em contato com nosso time.

Coopcred – Inovação digital para as cooperativas.

coopcred

O objetivo deste artigo de longe é exaurir o tema inovação digital no coopcred para as cooperativas, todavia buscamos sustentar o debate técnico aumentando a sinergia entre as cooperativas de crédito do brasil e as demandas de inovação de seus associados através da plataforma CashWay coopcred.

Toda esta mudança “repentina”, – inovação digital no coopcred – na verdade é o resultado de uma série de ações estratégicas, posso destacar aqui a Lei 12.865 que institui dentre de seu escopo uma entidade muito importante, a Instituição de Pagamento.

As IPs (Instituições de Pagamento) assumiram papel relativamente importante na inovação, focando em produtos e serviços que antes estavam concentrados em algumas instituições, o objetivo das IPs foi trazer esse portfolio a toda a população e com isso também facilitou a abertura desses produtos e serviços para as instituições de menor porte, a ex. das cooperativas de crédito.

Com a inovação digital no coopcred para as cooperativas , conseguimos juntar IPs, SCDs e Cooperativas em um único software, respeitando suas particularidades mas agregando o compartilhamento de alguns serviços fundamentais.

Com as mudanças, novos participantes, maior facilidade de acesso a produtos e a pressão por um mercado mais inovador, fez com que o BACEN (Banco Central do Brasil) encontra-se uma oportunidade de assumir o protagonismo de um sistema de liquidação em tempo real ente pessoas, importante destacar que o STR (Sistema de Transferência de Reservas) operado pelo BACEN já é um sistema RTGS (Real Time Gross Settlement System), mas essas transações ocorrem em tempo real apenas entre as IFs participantes do STR, o cliente final ainda não tinha essa segurança de ter as informações em tempo real. Exposto as dores o BACEN assume o desenvolvimento de um ambiente em tempo real (RTGS) que atenda todas as pontas do meio de pagamento, desde a iniciação até o recebimento das transações, o produto chamado de PIX e operado dentro do SPI (Sistema de Pagamentos Instantâneos).

Em sequência inicia-se a implantação de uma camada de Open Banking, – imediatamente implantada no coopcred – também centralizada em um diretório único e padronizado. Esta padronização permite que empresas de tecnologia e sistemas de tecnologia possam desenvolver inúmeras soluções para o mercado financeiro, sem a dificuldade de obter documentação para ter acesso aos dados financeiros. Claro que tudo isso está diretamente relacionado a autorização do proprietário dos dados, ou seja, o cliente.

A união do Open Banking (ou Open Finance) com o PIX criam margem para inúmeras soluções que devem beneficiar a população, e neste contexto que inovação digital no coopcred deve estar adequado para utilizar estas tecnologias.

Cito alguns serviços que sofrerão grandes mudanças no coopcred:

Abertura de conta

Concessão de crédito

Captação de depósitos

Pagamentos

Na CashWay / coopcred estivemos a frente, participando dos GTs (Grupos Técnicos) desde as fases iniciais de todos os projetos, e implantando junto aos maios provedores do país as estruturas necessárias para prover essas soluções no momento em que estivessem disponíveis.

Hoje aquilo que para muitas cooperativas de crédito para tão distante, para o portfolio da CashWay já é realidade.

Trazer o seu cooperado uma realidade mais acolhedora e ao mesmo tempo convergente com tudo isso que vem acontecendo, tem total sinergia com a inclusão financeira das pessoas, o que do nosso ponto de vista é um dos nobres papéis do cooperativismo.

Conte conosco nessa jornada, para conversar com a CashWay e conhecer o coopcred basta clicar aqui.

Um abraço a todos.

Felipe Santiago

CEO & Co-Founder

O “misterioso” universo das contas digitais

conta digital

Posso começar esse texto falando do meu objetivo, esclarecer de uma forma muito simples como funciona uma conta digital, e em qual momento ela pode ser muito útil para o seu modelo negócio.

Primeiro vamos falar de conta digital, e neste aspecto eu gosto muito de substituir a palavra conta digital por “pagamento”, vocês irão entender no final deste texto. Lembra da conta que você tinha no mercadinho, aquele caderninho de anotações (em alguns lugares conhecido como fiado), pois então, aquilo nada mais é do que uma conta de pagamento pós-paga, de forma bruta a conta de pagamento pós-paga possui uma relação de confiança entre as partes, neste caso o mercadinho que confiou em você quando você adquiriu algum produto e irá pagar posteriormente.

Simples né? Se precisar de uma base legal, clique aqui.

Neste aspecto os ambientes evoluíram, e um outro meio de pagamento muito famoso que utiliza um método de conta pós-paga é o Cartão de Crédito, aonde o emissor do cartão confia a você um determinado limite de crédito, e assume o risco de honrar aquele pagamento aos estabelecimentos comerciais caso você não pague a fatura.

Agora que você já entendeu do que se trata uma conta de pagamento pós-paga ou conta digital, vamos falar sobre a conta de pagamento pré-paga, e para isso vamos voltar ao exemplo do mercadinho. Imagine que o mercadinho não tenha interesse em fazer uma “continha fiado” para você pagar depois. Neste momento você propões outro formato, então você diz a ele que prefere deixar então um crédito de R$ 300,00 no mercado para que você não precise ficar o tempo todo tendo de sacar dinheiro (obviamente hoje em dia com os avanços dos meios de pagamento isso nem faz muito sentido, mas existia), logo o mercadinho recebe seu dinheiro adiantado, e começar a anotar suas compras naquele mercado, nesse momento o mercadinho abriu para você uma conta de pagamento pré-paga!

A mesma coisa ocorre com a sua conta corrente no banco (ressalvado quando você utiliza limites de crédito concedidos pela IF), quando você está consumindo recursos de depósito a vista, a similaridade com a conta de pagamento pré-paga é muito grande. Não posso aqui afirmar que ambas são a mesma coisa pois existem regulações específicas para ambas as terminologias, mas essa não é nossa discussão, e fico confortável em falar em similaridade.

Agora qual a diferença entre contas de pagamento e conta digital, a resposta é nenhuma, ambas tratam do mesmo tema, as contas digitais são apenas uma variação do nome conta de pagamento para o mundo digital.

Acredito que através deste texto posso ter ajudado em esclarecer a diferença e aplicação de contas digitais em modelos de negócios variados e que algum deles possam ter “fit” com o seu.

Clique aqui para conhecer mais sobre os novos modelos de negócio como OpenBanking ou entre em contato para uma demonstração de nossos produtos.

Um grande abraço.

Mudanças com a Resolução 4893

bacen

Preparamos para sua Cooperativa/Instituição Financeira um comparativo entre as resoluções 4658 e 4893 emitidas

pelo BACEN para que possa entender melhor.

Não perca o prazo e fique regularizado com o BACEN!

Se precisar saber mais sobre as resoluções 4658 e 4893, conte conosco! Solicite contato.Não perca o prazo e fique regularizado com o BACEN!

resolucao 4893

O Banco Central do Brasil vem nos últimos anos aprimorando seu sandbox regulatório de forma a fomentar uma grande expansão do mercado com base em tecnologia e inovação.

A implantação das resoluções do BACEN são o primeiro passo para aqueles que tem interesse em participar do PIX e/ou do Open Finance (Open Banking).

Esta tabela foi desenvolvida para simplificar a implantação das mudanças definidas através da Resolução 4893 BACEN aos participantes do Sistema Financeiro Nacional. O impacto das mudanças para os parceiros da Cashway foi transparente e tempestiva.

As resoluções na íntegra podem ser acessadas pelos links 4658 e 4893.

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Open Banking no Brasil: o que você precisa saber sobre essa solução

Saiba o que é o Open Banking e como ele afetará as instituições financeiras!

Não há dúvidas de que o mercado financeiro está mudando. A regulamentação das fintechs e o seu reconhecimento como instituições financeiras independentes trouxeram ao consumidor um leque de novos produtos e serviços financeiros que melhoram a forma como ele lida com seu dinheiro.

Mas as mudanças não param por aí: em 2020, o Banco Central deu os primeiros passos para a regulamentação do Open Banking, um novo modelo que dará ainda mais liberdade e poder de escolha para o consumidor.

A expectativa é de que o Open Banking comece a funcionar plenamente no Brasil em outubro de 2021. Enquanto a data ainda não chega, preparamos este artigo para te contar o que você precisa saber sobre o assunto! Vamos lá?

O que é o Open Banking?

O Open Banking é um sistema de compartilhamento de dados que permitirá que as informações financeiras do consumidor sejam trocadas entre instituições financeiras e fornecedores terceiros (fintechs) por meio de APIs, tecnologia que automatiza a conexão entre diferentes sistemas. Vale ressaltar que esse compartilhamento deverá ser previamente autorizado pelo titular dos dados.

Em outras palavras, o Open Banking permitirá que fintechs e fornecedores de serviços financeiros online tenham acesso a todo o histórico financeiro de um consumidor junto a determinado banco, para que possam oferecer produtos e serviços que melhor atendam a esse consumidor.

O modelo facilitará e muito, a vida do consumidor, que poderá migrar seus dados financeiros de forma segura de uma instituição a outra. Isso permitirá, por exemplo, abrir uma conta em outro banco com menos burocracia e ainda ter acesso ao mesmo tipo de privilégio que tinha na conta anterior — uma vez que a nova instituição terá uma ideia exata do perfil do cliente a partir dos dados compartilhados.

O Open Banking também permitirá que credores tenham uma visão precisa do perfil financeiro de um consumidor, potencialmente reduzindo os riscos e os juros de um empréstimo. Do lado do consumidor, ele poderá ter uma imagem completa da sua própria situação financeira para basear suas decisões sobre contração de novas dívidas.

Até as empresas podem ser beneficiadas economizando tempo na contabilidade ou otimizando a detecção de fraudes e monitoramento de contas. 

Como o Open Banking funciona?

Portanto, vamos ser um pouco mais técnicos e entender o que são as APIs, a tecnologia que tornará o Open Banking real.

Simplificando, as APIs permitem que as informações das pessoas sejam compartilhadas, como sua localização, preferências ou se elas têm crédito ou não.

Esse tipo de tecnologia já é amplamente utilizado por empresas como Facebook, Google Maps e Uber. Por exemplo, o Uber utiliza a API aberta do Google Maps para saber onde você e seu motorista estão. 

Da mesma forma, se os bancos fornecerem APIs padronizadas para compartilhar dados de contas de clientes, eles possibilitarão que os provedores de serviços ofereçam produtos e serviços com base no acesso direto a esses dados.

A vantagens do Open Banking para as instituições

Ok, as vantagens do Open Banking para o consumidor são claras — ele terá acesso a opções personalizadas e que atendem muito melhor às suas necessidades. Mas e para as instituições financeiras: quais as vantagens?

O Open Banking aumentará a competição entre os grandes bancos e as fintechs, resultando idealmente em custos mais baixos, melhor tecnologia e melhor serviço ao cliente.

Os bancos estabelecidos terão que fazer as coisas de novas maneiras que não estão configuradas atualmente e adotar novas tecnologias. No entanto, eles podem tirar proveito disso para fortalecer o relacionamento e a retenção de clientes, ajudando-os melhor a administrar suas finanças, em vez de simplesmente facilitar as transações.

Do lado das fintechs, as vantagens são ainda maiores. O Open Banking resolverá um dos maiores desafios dessas empresas atualmente: conseguir clientes. O modelo dará acesso às fintechs à totalidade dos cidadãos bancarizados.

Além disso, elas poderão acessar dados detalhados do consumidor, o que daria abertura para a criação de novos e inovadores serviços.

Open Banking no Brasil: fases de implementação

O Open Banking já está ganhando o mundo. Segundo uma pesquisa realizada pela Juniper Research, serão 40 milhões de usuários do novo sistema no mundo até dezembro de 2021.

O Brasil, portanto, não poderia ficar para trás. Como mencionamos no início do artigo, em 2020, o Banco Central anunciou as regras e as fases de implementação do Open Banking. As fases, de acordo com o Bacen, serão compostas da seguinte forma:

  • Na primeira fase, os participantes devem divulgar informações dos produtos e serviços que oferecem. Terceiros poderão consultar as informações, reuni-las e compará-las;
  • Na segunda fase, haverá o compartilhamento dos dados dos clientes, com autorização desses. Só depois os dados podem ser compartilhados. Será finalizada até maio de 2021;
  • Na terceira fase, ocorre a iniciação de transações de pagamentos. Finalizada até agosto de 2021;
  • Na quarta fase, ocorre a expansão dos serviços, até dezembro de 2021.

Já as regras e procedimentos para a implementação do Open Banking foram divulgadas através da Resolução BCB n° 32, de outubro de 2020. A resolução detalha os manuais técnicos, de segurança, APIs, escopo mínimo de dados e serviços prestados, assim como responsabilidades da estrutura de Governança do Open Banking.

É esperado que o Open Banking altere o cenário competitivo do setor de serviços financeiros, beneficiando os consumidores ao aumentar a concorrência, conforme descrito acima.



Sua instituição financeira precisa se adequar ao Open Banking? Entre em contato conosco e conheça os nossos serviços

Você já ouviu falar em SaaS e BaaS? Entenda as diferenças entre esses modelos para instituições financeiras

Entenda o que é SaaS e BaaS, além das diferenças entre os dois modelos!

Em todos os setores, a transformação digital está democratizando o acesso à tecnologia para todas as empresas. Novos sistemas estão sendo colocados à disposição de startups e empresas emergentes, colocando essas organizações em boa colocação no mercado.

É o caso, por exemplo, das tecnologias “as-a-Service”. O “as-a-Service” significa que uma empresa pode usufruir de um sistema sem ter que dispor da infraestrutura de hardware necessária para construí-lo ou mantê-lo. 

No mercado financeiro, as tecnologias “as-a-Service”, especialmente o SaaS e o BaaS, têm permitido que as startups da área, as chamadas fintechs, construam aplicativos de Internet Banking personalizados às suas necessidades, sem precisar investir alto no desenvolvimento.

Para te mostrar como isso é possível, abaixo explicamos o que é cada uma dessas ofertas e quais as diferenças desses modelos! Acompanhe!

O que é SaaS — Software-as-a-Service?

Para entender o que é o SaaS — Software-as-a-Service — vamos pensar em como os softwares eram adquiridos antigamente.

Antes, a empresa ou pessoa física que quisesse utilizar um software legalmente, deveria adquirir a licença deste. Essa licença tinha o formato de um pagamento único, que garantia o uso vitalício do sistema. 

O modelo, apesar de ter funcionado bem durante anos, trazia alguns desafios. O primeiro deles era que a licença vitalícia, apesar de garantir o uso do software para sempre, não garantia que o programa receberia todas as atualizações. Caso uma versão melhor fosse lançada, o usuário deveria adquirir uma nova licença para o novo sistema.

O segundo é que o comprador era totalmente responsável por provisionar o hardware necessário para hospedar o sistema. Ou seja, programas que exigiam um alto poder computacional acabavam custando muito caro devido à infraestrutura que exigiam para serem rodados. Além disso, o software só poderia ser acessado do dispositivo em que estava instalado.

O SaaS mudou esse cenário. Com ele, os softwares passaram a ser acessados pela internet, sem a necessidade de possuir uma infraestrutura robusta para suportá-los. Para acessá-lo, basta uma conexão com a internet e um navegador.

O software, portanto, não precisa ser instalado em nenhuma máquina, dando maior liberdade às empresas e usuários para acessar programas de qualquer lugar. 

Neste modelo, o comprador paga uma assinatura mensal para utilizar o sistema. Enquanto, inicialmente, isso pode fazer parecer que os custos serão mais altos no final, o pagamento mensal é feito por usuário que utiliza o sistema (garantindo um modelo de cobrança mais justo), não há gastos com hardware e a empresa garante ter em mãos um programa sempre atualizado, uma vez que as atualizações fazem parte do pacote.

O que é BaaS — Banking-as-a-Service?

Em resumo, o BaaS — Banking-as-a-Service — é um processo de ponta a ponta (end-to-end) onde terceiros podem acessar e executar recursos de serviços financeiros sem ter que desenvolvê-los organicamente.

Não entendeu nada? Vamos explicar melhor. Imagine que você é dono de uma companhia aérea, onde a concorrência é acirrada. Para conquistar clientes, você quer oferecer seu próprio cartão de crédito, com descontos e ofertas especiais para os assinantes.

No entanto, desenvolver internamente um sistema de cartão do zero não é tão simples. É preciso dispor de mão de obra qualificada (que, muitas vezes, não sai barato), esperar um longo tempo até que o projeto esteja pronto e perder horas de trabalho gerenciando tudo.

O BaaS oferece um sistema pronto para suas necessidades. Você não precisa gastar tempo ou dinheiro com um projeto caro de desenvolvimento, mas sim aderir a uma plataforma pronta que pode ser personalizada com algumas especificidades da sua marca, como identidade e funcionalidades próprias.

Existem dezenas de maneiras de como os não-bancos podem melhorar a experiência do cliente e aumentar sua receita, oferecendo seus próprios serviços bancários — e o BaaS é a maneira como eles podem conquistar isso sem gastar muito.

Assim como no SaaS, o BaaS oferece um modelo de pay-as-you-go, ou seja, pague somente por aquilo que usa. Em outras palavras, pague pelo número de usuários que utilizarão seu sistema, e garanta ter em mãos um produto sempre atualizado e mantido por uma equipe externa especializada.

Seu time economiza tempo para focar em estratégias para fazer sua empresa crescer, enquanto o sistema está sendo mantido por quem entende do assunto.

Quais as diferenças entre SaaS e BaaS?

Podemos dizer que o Banking-as-a-Service é um tipo de Software-as-a-Service, porém com algumas diferenças. 

Como mostramos, o modelo de pagamento por assinatura é similar aos dois e o software disponibilizado por meio do BaaS também pode ser acessado pela internet, sem a necessidade de que o usuário final o tenha instalado no seu computador. O programa também é sempre atualizado remotamente.

No entanto, o BaaS oferece mais do que um SaaS. Em primeiro lugar,  os provedores de BaaS oferecem vários recursos do lado do servidor, como:

  • gerenciamento de banco de dados;
  • armazenamento em nuvem (para conteúdo gerado pelo usuário);
  • autenticação de usuário;
  • notificações via push;
  • hospedagem; 
  • Outras funcionalidades específicas da plataforma — por exemplo, indexação de pesquisa do Google.

Tudo isso permite às empresas que optam pelo BaaS reduzir o time-to-market e superar complexidades regulatórias. As empresas podem contornar alguns dos grandes obstáculos de desenvolvimento e entrar no mercado muito mais rápido do que se optassem por construir sua própria funcionalidade do zero.

Outro dos grandes obstáculos enfrentados pelas empresas ao fornecer produtos de serviços financeiros é lidar com regulamentações e conformidade complicadas. Ao fazer parceria por meio do BaaS, elas podem contornar isso pegando carona no contrato de licença já adquirido pela empresa desenvolvedora.

Agora que você sabe o que as diferenças entre SaaS e BaaS, aproveite e descubra também o que é onboarding e quais as vantagens para instituições financeiras!

Regulamentação de fintechs no Brasil: o que devo saber?

Conheça os principais pontos sobre a regulamentação de fintechs e o que esperar do setor nos próximos anos!

As fintechs, startups voltadas para o mercado financeiro, surgiram em resposta à crise de 2008, quando as grandes companhias do mercado financeiro estadunidense ficaram desacreditadas. Novas startups começaram a surgir e organizações de tecnologia já conhecidas e estabelecidas começaram a fornecer produtos e serviços financeiros para empresas, bancos e pessoas.
Em 2009, o mundo é apresentado ao Bitcoin seguido por outras criptomoedas diferentes. Os computadores passam a ser comumente usados e os smartphones se tornaram o principal meio pelo qual as pessoas acessam a web e diferentes serviços financeiros, estabelecendo as fintechs no mercado de vez.
Mesmo com tantos anos de história, foi somente em 2018 que o Brasil ganhou a primeira legislação específica sobre o assunto. No artigo de hoje, vamos explicar os principais pontos da regulamentação das fintechs brasileiras. Acompanhe conosco!
Regulamentação de fintechs: as Resoluções n° 4.656 e n° 4.657
O termo “fintech” é uma junção das palavras inglesas “financial” e “technology” — basicamente, as fintechs são empresas que buscam facilitar serviços financeiros por meio da tecnologia. 
Elas podem atuar em diversas áreas, criando serviços totalmente novos (como é o caso das criptomoedas) ou oferecendo serviços tradicionais por meio de plataformas digitais (como empréstimos ou contas bancárias).
Independentemente do serviço prestado, as fintechs passaram anos sem possuírem regulamentação própria, impedindo que fossem reconhecidas como instituições financeiras sérias e limitando sua capacidade de expansão.
Isso mudou com a publicação das Resoluções n° 4.656 e n° 4.657, instituídas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) do Banco Central (Bacen). Com a publicação das resoluções, o mercado de serviços financeiros digitais ganhou força e competitividade, abrindo porta para novos modelos de negócios.
Antes das resoluções, as fintechs atuavam como correspondentes bancários, ou seja, elas precisavam fechar parcerias com bancos tradicionais, que ficariam responsáveis por intermediar as operações. Com as novas resoluções, esse cenário mudou e as fintechs passaram a ser reconhecidas como instituições financeiras independentes.
Mas o que exatamente dizem as resoluções? 
Resolução n° 4.656
A Resolução n° 4.656 regularizou dois novos modelos operacionais:

  • Sociedade de Crédito Direto (SCD): instituição financeira que tem por objeto a realização de operações de empréstimo, de financiamento e de aquisição de direitos creditórios exclusivamente por meio de plataforma digitais, com utilização de recursos financeiros que tenham como única origem capital próprio;
  • Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP): instituição financeira que tem por objeto a realização de operações de empréstimo e de financiamento entre pessoas exclusivamente por meio de plataforma eletrônica.

Além desses serviços, tanto a SCD quanto a SEP estão autorizadas a realizar serviços de análise de crédito para cliente e terceiros, cobrança de créditos de clientes e terceiros, emissão de moeda eletrônica e atuação como representante de seguro nas operações relacionadas anteriormente.

Resolução n° 4.657
A Resolução n° 4.657 altera a Resolução nº 4.606, aumentando o escopo de operação das fintechs. Com a regulamentação, as fintechs passam a poder realizar, de forma independente, serviços de:

  • venda de direitos creditórios (relacionados à escrituração de títulos de crédito da própria fintech);
  • securitização (agrupamento de diferentes tipos de ativos financeiros);
  • operações de custódia.

Para isso, as fintechs devem ser devidamente registradas junto ao Bacen e formadas como Sociedade Anônima, a serem regidas pela Lei 6.404/76, e observar um capital social mínimo de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais).
A importância da regulamentação de fintechs no Brasil
Durante a última década, a tecnologia financeira melhorou dramaticamente. Nunca antes estivemos em um ponto de inflexão tão crítico. Operações remotas e procedimentos sem contato estão se tornando o novo normal, acelerados pela pandemia do coronavírus, e os provedores de serviços financeiros que antes resistiam à digitalização agora se encontram em uma corrida pela sobrevivência.
Como acontece com qualquer corrida pela vitória, esse frenesi traz novas oportunidades de exploração, fraude, roubo etc. Basta olhar para o setor de criptomoedas para reconhecer o potencial de fintech a ser usado para criar ou extrair valor. Enquanto alguns fizeram fortunas nos primeiros dias da criptografia, outros perderam muito. 
A regulamentação das fintechs, portanto, não só cria novas oportunidades de crescimento para essas empresas como também gera segurança no consumidor. No entanto, ainda estamos muito longe do esperado.
A independência das fintechs conquistadas pelas resoluções do Bacen certamente foi um passo grande. Mas, no domínio da fintech, existem diferentes players em diferentes setores, cada um com ameaças e oportunidades únicas.Novas tecnologias, como ativos digitais alimentados por blockchain, têm recebido cobertura constante da mídia, mas ainda não foram devidamente endereçados. Os provedores de serviços financeiros registrados precisam de orientações regulamentares claras para aproveitar as vantagens da tecnologia blockchain.
Além do blockchain, estamos na vanguarda das principais mudanças na regulamentação de ativos virtuais, governança de dados, privacidade, custódia, câmbio e pagamentos. Sem regulamentações específicas, no entanto, o potencial dessas tecnologias passa a ser pouco explorado.
Isso muda com a regulamentação dos sandboxes regulatórios. Um sandbox é um ambiente experimental, controlado por uma autoridade competente. Em outras palavras, eles permitem que fintechs criem e testem novos modelos de negócios por meio da modulação temporária do ônus regulatório.
Em 2020, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por meio da Instrução n° 626, regularizou o ambiente regulatório para o mercado de capitais. Já o Bacen, no mesmo ano, abriu audiência pública sobre a questão, para o estabelecimento das diretrizes e condições gerais aplicáveis ao ambiente regulatório experimental.
A indústria de fintechs ainda está crescendo em um ritmo jovem e extraordinário, fazendo com que os reguladores financeiros ao redor do mundo e no Brasil se preocupem em entender essas novas tecnologias e como elas se encaixam na estrutura regulatória existente.
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